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SUMÁRIO DO PROJETO
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O projeto HOPE pretende ser um raio de esperança nos esforços contínuos de especialistas, cientistas e instituições para conservar e proteger o património natural marinho no espaço MAC.
No centro do projeto está na identificação da Macaronésia como um santuário para as espécies marinhas, concebido para promover a sensibilização pública, a investigação científica e a observação responsável da fauna marinha que habita as águas da região. Paralelamente, o HOPE procura fomentar o intercâmbio transnacional de experiências e a cooperação no desenvolvimento de estruturas eficazes para a conservação e proteção da biodiversidade marinha.
Ao adotar novas tecnologias, o HOPE promoverá a economia azul e incentivará o surgimento de uma nova geração de cidadãos conscientes da imensa riqueza viva das suas costas. O projeto atuará em sinergia com os setores privado e turístico, bem como com instituições públicas, garantindo que todos os elos da cadeia socioeconómica contribuam para transformar o espaço MAC num verdadeiro oásis marinho.

FICHA DO PROJECTO  
CÓDIGO 1/MAC/2/2.7/0132
DESIGNAÇÃO Marine and Cetacean Species Sanctuary in MAC Space: HOPE
OBJETIVO PRINCIPAL

O projeto visa reforçar a colaboração entre as regiões da Macaronésia, promovendo práticas de conservação partilhadas e apoio mútuo. Facilita o acesso a ferramentas científicas, incentiva a troca de conhecimento e promove a cooperação com áreas com menos recursos, ajudando a garantir que todas as regiões possam desempenhar um papel ativo na preservação dos seus ecossistemas marinhos.
CUSTO TOTAL € 1 611 467.55
CUSTO DO PARCEIRO € 240 000.00
CUSTO ELEGÍVEL € 240 000.00
PARCEIROS

- Innoceana, Canarias;

- Ayuntamiento de Guía de Isora, Canarias;

- Associação Comercial e Industrial do Funchal - Câmara de Comércio e Indústria da Madeira, Madeira;

- Observatório do Mar dos Açores, Azores;

- Secretaria Regional da Educação e dos Assuntos Culturais Direção Regional dos    Assuntos Culturais, Azores;

- Município de Machico, Madeira;

- Direcção Geral do Ambiente e Acção Climática, Santo Tomé y Príncipe;

- Direction des Parcs Nationaux, Senegal;

- Aire Marine Protégée Saint-Louis, Senegal;

- Oficina Subregional para África Occidental del Programa de Naciones Unidas para el Medio Ambiente (PNUMA), Costa de Marfil;

- Environmental Protection Agency, Ghana;

- Cabo Verde Natura 2000, Cabo Verde;

- Bios.CV, Cabo Verde.
CO-FINANCIAMENTO 85% pelo programa Europeu INTERREG MAC2021-2027
logos Hope tabela
PÁGINA WEB PROJETO https://hopemacaronesia.com/

OBJETIVOS ESPECÍFICOS E JUSTIFICAÇÃO

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
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O.1. Estabelecer as condições necessárias para que as águas da área MAC se tornem um santuário e refúgio para espécies marinhas, com o objetivo de preservar e proteger a biodiversidade marinha da região.
O.2. Sensibilizar as comunidades locais para a riqueza marinha e a sua conservação, bem como facilitar a investigação científica relacionada com a fauna marinha na área MAC.
O.3. Desenvolver uma indústria turística sustentável na região, promovendo a colaboração entre o setor privado, o turismo e as instituições públicas, sensibilizando para práticas prejudiciais e reforçando a cooperação entre todos os parceiros.

PORQUÊ/JUSTIFICAÇÃO DO PROJETO

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A sudoeste de Tenerife, dentro da Zona Especial de Conservação Teno-Rasca, um santuário natural onde a vida marinha prospera na sua forma mais selvagem e autêntica, HOPE — uma baleia — sofreu um acidente devastador quando a sua barbatana caudal foi cortada pela hélice de uma embarcação.
Foi encontrada a flutuar à superfície, incapaz de nadar e a emitir chamados de dor dilacerantes. Ainda mais comovente foi a presença da sua família, que permaneceu junto dela, recusando-se a abandoná-la.
Sem possibilidade de recuperação, o caso de HOPE conduziu à primeira eutanásia realizada num cetáceo selvagem — uma decisão difícil, mas necessária para evitar mais sofrimento e agonia.
Este evento trágico marcou um ponto de viragem. A sua história tornou-se o catalisador do Projeto HOPE, criado em sua memória e como um compromisso duradouro para impulsionar uma mudança significativa na forma como interagimos com a vida marinha.
A nossa missão centra-se na investigação, educação e implementação de práticas sustentáveis e respeitosas, que garantam a sobrevivência e o bem-estar das espécies oceânicas.

AÇÕES

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Santuário de Espécies Marinhas


A1.1. Criação de Centros de Interpretação Marinha e atualização de espaços existentes dedicados à conservação da biodiversidade.

A1.2. Criação de um “Acelerador de Ciência Cidadã” para promover a participação ativa do público na conservação marinha em toda a área MAC.

A1.3. Aquisição e adaptação de um Barco Piloto, como modelo de sustentabilidade e boas práticas nas atividades de turismo e observação da vida marinha.


Promoção da Sensibilização Cidadã e Investigação Científica

A2.1. Criação de uma Escola Azul / Escola do Mar: educação para a conservação marinha e literacia dos oceanos.

A2.2. Exposição, celebração e promoção da biodiversidade marinha através da arte.

A2.3. Formação em conservação marinha e sensibilização, promovendo conhecimento e envolvimento público.


Desenvolvimento de uma Economia Azul Sustentável e Promoção da Colaboração Multissetorial

A3.1. Programa de aconselhamento em gestão sustentável para empresas de turismo.

A3.2. Criação de uma Sala de Emergência para a Vida Marinha: resgate e reabilitação no âmbito do Projeto HOPE.

A3.3. Centro de Inovação da Economia Azul: colaboração com países terceiros para a sustentabilidade marinha.

RESULTADOS ESPERADOS

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RE.1.1.
Criação de um Centro de Interpretação Marinha e revitalização dos existentes.


RE.1.2. Incorporação de novas tecnologias de divulgação.

RE.1.3. Promoção da ciência cidadã através de expedições, publicações científicas, programas de formação e criação de um laboratório de educação oceanográfica.

RE.1.4. Conversão de um barco piloto num modelo de sustentabilidade e boas práticas.

RE.1.5. Programas de formação para tripulantes, guias e observadores em práticas responsáveis de observação da vida marinha.

ER.2.1. Criação e/ou melhoria das Escolas do Mar do Atlântico.

ER.2.2. Programas de formação para pelo menos 640 crianças em conservação marinha e literacia dos oceanos.

ER.2.3. Programas de formação para jovens cientistas de toda a região na recolha de dados marinhos.

ER.2.4. Promoção da arte marinha através de atividades culturais e abertura de uma Galeria de Arte Marinha.

ER.2.5. Programas de formação para voluntários e profissionais do setor.

ER.3.1. Implementação de um modelo de turismo que respeite a fauna local.

ER.3.2. Promoção de boas práticas sustentáveis a nível institucional, económico e social.

ER.3.3. Aumento da consciência sobre os impactos negativos no litoral e colaboração com o Centro de Recuperação de Fauna Selvagem La Tahonilla.

ER.3.4. Maior colaboração entre parceiros para enfrentar desafios comuns.

ER.3.5. Partilha de conhecimentos sobre os ambientes naturais, os desafios que enfrentam e as oportunidades que oferecem.